CBCENF discute inclusão social na saúde mental

Uma tarde de inclusão. Essa foi a sensação de quem participou da abertura do II Encontro Latino-Americano de Enfermagem em Saúde Mental, realizado no dia 27 de novembro, uma das programações do 21º CBCENF.
Na edição desse ano, os participantes foram incluídos no mundo da música e da dança dos usuários da saúde mental de Campinas, que participam de programas terapêuticos como a musicoterapia e as rodas de movimentos, que fazem parte da Casa de Sonhos, projeto ligado ao Serviço de Saúde Mental Cândido Ferreira.
“A participação da Casa de Sonhos nos permitiu vivenciar o resultado positivo dos trabalhos de inclusão com a música e a dança, apresentados. Aqui demos voz e vez aos pacientes,” declarou Dorisdaia Humerez, coordenadora científica do encontro.
O encontro foi também um momento de troca de experiências entre os países participantes. Estiveram presentes, representantes do Paraguai, Bolívia, Venezuela, Argentina e Colômbia.
Para Gilvan Brolini, conselheiro do Cofen, realizar um encontro latino-americano de saúde mental é muito importante, por ser uma área que precisa de mais persistência do que qualquer outra. “Temos dificuldades, mas elas se transformam em estímulo para fazermos mais. Esses exemplos que tivemos nos dão esse incentivo, mesmo enfrentando tantos problemas como o risco da volta dos manicômios”, finalizou.
Durante três dias os participantes discutiram as melhores formas de inclusão para os usuários da saúde mental no Brasil e propostas para fortalecer o trabalho da saúde mental dos países da América Latina, que vieram contar suas experiências e dificuldades que estão enfrentando.

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