Enfermagem obstétrica é destaque no 21º CBCENF

O assunto foi debatido no Encontro da Saúde da Mulher com Ministério da Saúde, ANS, Abenfo e Cofen

A violência obstétrica, o parto humanizado e a forma como a Enfermagem pode atuar para melhorar alarmantes índices foram temas debatidos no Encontro de Saúde da Mulher na mesa redonda com o mote: “Enfermagem em Evidência: Foco na Valorização Profissional da Enfermagem em Saúde das Mulheres”, que aconteceu no dia 28 de novembro, no 21º CBCENF. A saúde da mulher e a liberdade de escolher a forma do parto norteou o debate;  foram enfatizados dados da Agência Nacional de Saúde, que apontam que cerca de 85% dos partos na rede privada e 40% na rede pública, são cesarianas –  em muitos casos desnecessárias e que causam transtornos às puérperas.
Entidades e especialistas apresentaram seus cases de sucesso e suas expertises. O presidente da Comissão da Mulher do Cofen, Herdy Alves, coordenou a mesa e fez um diagnóstico do atual momento da obstetrícia “Estamos em transição de modelos. Precisamos manter a união da rede para garantia de direitos”, alertou.
Rosana de Divitiis, representante do Ministério da Saúde, apresentou o projeto Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice On), que qualifica as maternidades ligadas a hospitais de ensino, para interligar o estudo, a gestão e a atenção em um projeto só. O objetivo do Apice On mira as boas práticas de atenção aos partos e nascimento, para serem repensadas dentro das instituições. “A Enfermagem é importante para desencadear mudanças mais seguras à realização das boas práticas do parto e do nascimento”,  concluiu.
A Agência Nacional de Saúde (ANS), representada pela enfermeira Maria Carolina,  apresentou o projeto Parto Adequado e a inserção da enfermeira obstetra dentro da saúde suplementar. Trata da identificação de modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar. “A mulher é muito acolhida dentro da Enfermagem Obstétrica: é a protagonista no processo. Lutamos para que este protagonismo da mulher consiga deslanchar,  para que o bebê venha ao mundo sem violência, com muito respeito e carinho por ambos”, declarou.
A presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras – ABENFO,  Kleyde Ventura, destacou a importância da formação e do trabalho em equipe, com vistas à oferecer qualificação do cuidado, de redução de mortalidade materna. “Há a importante parceria com o Ministério da Saúde, atendendo às políticas públicas de mudança de modelo”, explicou a presidente.

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