Representatividade política da Enfermagem é debatida durante o 21º CBCENF

O papel dos profissionais da enfermagem na política deu a tônica do debate que reuniu representantes de todo o país

Representatividade política foi um dos temas discutidos durante o 21º CBCENF. O debate reuniu a deputada Estadual Enfermeira Rejane (RJ); a prefeita de Cristal (RS) enfermeira Fábia Richter; o técnico em Enfermagem e vereador de Juru (PB), Ivaldo Ferreira;  além do ex-vereador de Floriano (PI) e atual conselheiro do Cofen, Lauro de Morais. O conselheiro Antônio Marcos Freire Gomes coordenou a Mesa “Enfermagem na política e a política na Enfermagem”.
Indicada para o cargo de ministra da Saúde no próximo Governo a prefeita Fábia Richter é um grande exemplo da capacidade de gestão dos profissionais da enfermagem. “Saúde se faz com a transversalidade das políticas públicas e é isso que faz com que consigamos gerir uma cidade, por exemplo. Temos a missão de cuidar e na política seguimos firmes e convictos da nossa missão: cuidamos de pessoas”, relatou a enfermeira ao apresentar as práticas exitosas que a fizeram ser cotada para a pasta nacional de Saúde.
Seja nos pequenos municípios, como Cristal, com apenas 8 mil habitantes, ou nos grandes estados, como o Rio de Janeiro, é crescente o número de enfermeiros que ingressam nos poderes legislativo e executivo. Eleita para o terceiro mandato como deputada Estadual, Enfermeira Rejane (PCdoB/RJ) diz que sua entrada na política se deu após perceber que é lá onde está o “espaço de poder”. “Não me refiro ao poder individual, mas ao poder transformador, aquele capaz de fazer valer direitos tão elementares, porém, tão desrespeitados, como a garantia a um local digno para repouso dentro da jornada de trabalho”, relatou a deputada emocionada.
A experiência legislativa de Rejane é semelhante à do enfermeiro Lauro de Morais, ex-vereador de Floriano, no Piauí, por três mandatos, e atual conselheiro do Cofen. Ao defender a criação do “projeto político parlamentar da enfermagem” Lauro demonstra sua preocupação com a formação dos novos profissionais. “Nossos professores precisam formar estudantes de enfermagem capazes de realizar as transformações que o Brasil precisa”, finalizou o conselheiro ao convidar a plateia para ocupar os espaços políticos e, nas próximas eleições, formar uma verdadeira bancada da enfermagem nas casas legislativas de todo o Brasil.

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