21º CBCENF cobra maior politização da Enfermagem

A importância da participação política da Enfermagem foi destaque na abertura do 21º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF). Presente em toda programação, a “valorização profissional” – tema central do evento – não pode prescindir de políticas públicas, cujo avanço depende da representatividade no Congresso Federal, nos governos estadual e municipal e nas instâncias de controle social.
O presidente do Cofen, Manoel Neri, ressaltou o papel dos profissionais de Enfermagem na resistência ao desmonte do SUS e a importância de aproximar todas as entidades da classe nessa luta. “O tema de valorização da Enfermagem está mais atual do que nunca. Somos uma das maiores categorias organizadas do país e precisamos nos fortalecer para valorizar a classe, melhorar a formação dos profissionais, as políticas públicas para nossos egressos e combater o desemprego e subemprego”, afirmou em sua fala. Para Neri, a falta de representatividade política da classe é o principal motivo da falta de valorização do profissional no país.
Com apresentação do coral Zíper na Boca, da Unicamp, e a sempre aguardada entrada das delegações de todos os estados brasileiros, que contagiaram o público com as músicas regionais, a cerimônia de abertura recebeu também delegações internacionais. Estiveram presentes a Organização Pan-Americana da Saúde, o Conselho Internacional de Enfermagem, Portugal, América Latina e Caribe.
Foram cinco dias de debates, palestras, mesas redondas, audiências públicas, encontros, apresentações de trabalhos e de experiências exitosas, no maior evento científico anual de Saúde na América Latina. “Deixamos Campinas com mais conhecimento, novas reflexões, mas sobretudo mais unidos, cientes dos desafios e perspectivas da Enfermagem brasileira e da nossa importância na resistência ao desmonte do SUS”, avalia Neri.

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